Raios: dicas para evitar prejuízos com aparelhos queimados.

raios prejuízos aparelhos queimados

O Brasil é considerado líder mundial em incidência de raios, com aproximadamente 77,8 milhões por ano1. Essa incidência elevada representa perigo para as pessoas e também um alto risco de prejuízos materiais, como danos nas estruturas edificações, incêndios e equipamentos eletroeletrônicos queimados.

Descargas atmosféricas provocam elevações momentâneas na tensão (“voltagem”) da rede elétrica em suas imediações, que podem facilmente atingir milhares de Volts. Embora tenham curta duração (frações de segundo – em geral) são suficientes para danificar seriamente equipamentos eletrônicos sensíveis e muitas vezes caros.

Considerando esta realidade, o sistema de proteção contra descargas atmosféricas deve incorporar meios que reduzam o risco de danos permanentes em equipamentos e instalações elétricas2, tais como a utilização dos DPS – Dispositivos de Proteção contra Surtos.

De forma simples, um DPS “desvia” os surtos elétricos para a terra, evitando que “cheguem” até os equipamentos, minimizando assim seus efeitos. O item 6.3.5 da norma brasileira de instalações elétricas de baixa tensão3 apresenta requisitos que devem ser considerados para definir a especificação, seleção e aplicação dos DPS.

Em geral, locais com elevada incidência de raios também requerem DPS de maior capacidade e conforme o caso, em maior número, devidamente coordenados e distribuídos ao longo da instalação. Veja o exemplo na figura abaixo:

Informações úteis sobre o DPS.

  • Ele tem uma vida útil, que varia de acordo com a quantidade e intensidade dos surtos que recebe. Para identificar seu status, ativo ou inativo, o DPS deve ter um indicador que mostre sua condição de uso3.
  • Caso o DPS receba uma descarga elétrica maior do que possa suportar, ele irá “absorver” a energia excessiva até “queimar”, cumprindo sua função, devendo ser substituído.
  • Diferentemente dos disjuntores, o DPS NÃO INTERROMPE o fornecimento de energia em caso de falha. Assim, recomenda-se verificar periodicamente o status do mesmo, principalmente após tempestades com relâmpagos. Caso contrário, a instalação poderá ficar desprotegida contra os surtos.
  • Equipamentos ligados às redes de voz e dados também necessitam de DPS específicos para estas conexões, uma vez que elas também estão sujeitas aos surtos elétricos.

 

Referências:

(1) Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) –  http://bit.ly/2mlgKXB – Você sabia? Acessado em 11/10/2019.
(2) Norma NBR 5419-4:2015 – Proteção contra descargas atmosféricas. Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos na estrutura. Publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).
(3) Norma NBR-5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão, publicada pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).